
Primeiramente, gostaria de desejar boa noite a todos os amigos, que graças a Deus, me dão o incentivo que eu preciso para escrever aqui. De coração, muito obrigado!
Essa tarde estava eu assistindo a tv enquanto me deparo com a chamada da nova edição do Big Brother Brasil ( que número mesmo? ). Bom, foi só um simples fato que me chamou atenção para que eu começasse a escrever sobre o poder que a mídia e o sistema têm de nos influenciar.
Quero deixar claro que de jeito maneira a minha itenção é ofender alguma pessoa por qualquer motivo que seja, pois como pessoa, sei que estamos sujeitos a qualquer tipo de influências, principalmente quando vêm daqueles que possuem armas muito mais fortes que as nossas.
Sendo assim, faço aqueles velhos questionamentos já batidos por muitos : "Quem somos?" "O que queremos?" A canção nos diz que : " Somos quem podemos ser ". Pois bem, o que podemos ser? Até que ponto deixamos nossa personalidade de lado para seguirmos tendências? Até que ponto nossa personalidade existe? Queremos o que de fato queremos, ou queremos aquilo que nos é imposto? Enxergamos os nossos objetivos, ou somos cegos por objetivos fábricados?
A cada dia que passa, por mais que não consigamos notar, o mundo vem se transformando em um cenário dividido entre gigantes e pequenos, mandantes e obedientes, manipuladores e manipulados... É o velho jogo em que a massa se submete às imposições da mídia, que a qualquer custo, influi em nossos gostos, em nossas visões, em nossas roupas, enfim, em nossas vidas. Por mais que alguns se julguem espertos os suficientes para dizerem que não, e que ninguém é obrigado a se influenciar por nada, posso até concordar que a palavra "obrigação" tenha um peso maior para certa medida, mas, é inegável que todos os ventos são soprados para seguirmos os interesses de quem os sopram, mesmo que estes possam ir de contrário a nossa própria indentidade.
{Nas vitrines, nos comerciais e nos anúncios que muitas vezes vão além dos outdors, as frases imperativas predominam : - "Compre!" "Prove!" "Vista"! "Use"! "Abuse"! ... Se render a isso, às vezes se torna impossível quando nos faltam escolhas.
Modelos adolescentes e garotas propagandas exibem seus corpos desprovidos de gorduras e bem recheados de ossos. É criado um novo padrão de beleza e as pessoas querem ficar cada vez mais ''encaixadas" neste. ( Anorexia é consequência? Que isso, puro acidente. )
Na televisão, programa de "entreterimento" busca enfeitiçar o telespectador e prendê-lo a um novo vício que se resume a acompanhar o que acontece diariamente na 'casa mais vigiada do Brasil'. E os telejornáis, se aproveitam de fatos trágicos e criam sensacionalismo para comover a população, mesmo que para isso, seja preciso atordoar a cabeça de alguém que sofre por alguma vítima. ( o que importa é a audiência ) }
Diante de alguns dos muitos exemplos existentes, a grande verdade que nos vem à tona, é que mesmo sem querermos, e muitas vezes sem até percebermos, nos tornamos um alvo fácil para adequarmos a um sistema que nos usam de robôs e faz com que sejamos instrumentos manipuláveis com o dever de contribuir para sua permanência. Alguns ainda acreditam em liberdade, e eu a questiono; Será que somos livres para sermos o que realmente somos?
Fortes Abraços;
Marcelo.